terça-feira, 25 de março de 2008

Curiosidade sobre o III Reich

Apenas uma curiosidade encontrada nas páginas do PÚBLICO, já em 2007, mas que acho dever partilhar. Valerá a pena?
Com o devido respeito, ei-la:

O esoterismo do III Reich
(PÚBLICO) 20.04.2007 - António Marujo

Ficção de Emilio Calderón parte da história verídica de refugiados catalães que vendiam livros raros

Foi preciso haver a II Guerra Mundial para que tudo ficasse na mesma. Tal como em O Leopardo, de Tomasi di Lampedusa. Na ficção O Mapa do Criador, do espanhol Emílio Calderón, um grupo de refugiados catalães na Academia de Espanha em Roma vende livros raros para poder sobreviver – facto histórico que serve de saída para a história. Há um padre que trabalha no Vaticano, um príncipe italiano que lhe quer roubar os segredos para os nazis, um Himmler esotérico que procura cidades desaparecidas e um mapa que assinala os pontos da energia divina no mundo. E há um triângulo amoroso a colar tudo. O autor, que esteve na semana passada em Lisboa, define o livro como um thriller político. Mas O Mapa do Criador é também uma novela que tem a cidade de Roma como protagonista. "Enamorei-me da história da Academia e da vista impressionante que dali temos", diz Emílio Calderón. Consequência: "Vários leitores estão utilizando o livro como guia de Roma, para visitar sítios menos conhecidos."
Com O Mapa do Criador fica-se a saber que Heinrich Himmler e outros líderes nazis tinham uma obsessão esotérica. Himmler foi mesmo a Montserrat, perto de Barcelona, à procura do mapa que teria sido criado por Deus, do Graal e de duas cidades perdidas - Shamballa e Agartha - que se localizariam no interior da Terra. "Os nazis usaram o esoterismo para justificar a teoria do espaço vital", explica Calderón.
O autor admite que a narrativa tem uma primeira parte que tem mais a ver com os costumes, a segunda é dominada pela intriga histórica. O episódio da venda dos livros da Academia é abandonado em favor da trama de espionagem. É neste âmbito que surge a história entre os dois protagonistas, José Maria e Montse, completada com o príncipe Junio Vivarini. A busca do mapa é o pretexto que pretende ajudar a "chegar mais ao coração do III Reich", justifica Calderón.
O papel do Vaticano é posto em causa, alinhando nas teses que fazem de Pio XII um "títere dos nazis", que não fala contra o Holocausto – ideia cada vez mais posta em causa. "Há historiadores israelitas que reconhecem o papel do Papa na ajuda aos judeus - falo disso no livro -, mas o Vaticano também serviu de porta para a fuga de nazis.
"No final, o príncipe, José Maria e Montse (não) mudam, os nazis fogem, a cidade regressa. Foi preciso a guerra para que a vida continuasse.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Amadeo de Souza-Cardoso

Talvez o maior pintor português!
Sobretudo para o público estudantil, mas também para o grande público, um pequeno livro do »PÚBLICO». Está lá o fundamental. Assim, quem quiser ter uma ideia muito interessante sobre Amadeo pode ler este pequeno livro (Paulo Marques - Cadernos Biográficos - 2). Pode complementar esse conhecimento com uma visita ao museu de Amarante. Garanto-lhe que vale a pena! O livro é oferta do PÙBLICO ao domingo e foi publicado em 9 de Março.

domingo, 30 de dezembro de 2007

Natal

Esta é uma quadra que não deixa ninguém indiferente, ainda que o Natal comercial vá ganhando cada vez mais adeptos. Aquele sentimento de paz e solidariedade vai-se tornando mais longínquo. Apesar de tudo, vale a pena!
Por quê este regresso? Apenas uma passagem pelo SAPO e clico em SAPO Natal. Ouvi então deliciado, mais uma vez, o belo conto de Eça de Queirós, «Suave Milagre». Devo ter lido este conto, quando constava num dos livros de Português do meu 3.º ou 4.º ano, dezenas de vezes. Tempo livre e Suave Milagre. Já lá vão tantos anos! Anos mais tarde, quando comprei os Contos, lá aparecia em útimo lugar - mas para mim o primeiríssimo - esse conto que tanto me deliciou e ainda continua a deliciar. Reli-o uma vez mais com o mesmo encanto. Aqui deixo o meu testemunho, até porque, desculpem a minha sinceridade e pequenez, nunca o associara ao Natal.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

QUEM É (ERA) CRISTÓVÃO COLOMBO?

Recentemente li a obra de Manuel Luciano da Silva e Sílvia Jorge da Silva, Cristóvão Cólon [Colombo] era Português, da QuidNoviHistória (2.ª ed.), 2006. Há muito que vejo o nome de Cristóvão Colombo associado a enigmas e nos escaparates vão surgindo os mais diversos títulos que abordam a figura deste navegador. Creio que o último que vi se chamava “Cristóvão Colombo, o Último Templário”. E mais recentemente li, em nota de rodapé no telejornal, que o filme do cineasta português Manoel de Oliveira, Cristóvão Colombo, O Enigma tinha recebido o prémio Bisato D’Oro no 64.º Festival de Veneza. O filme é baseado exactamente na obra dos primeiros autores citados (Ver www.rtp.pt/index.php?article=297397&visual=16&rss=0). Perante tanto título e tanta insistência no enigma, as dúvidas (?) são cada vez mais, ou, pelo menos, a pequena dúvida permanece. Em História, nada é definitivo, diz-se muitas vezes. Por isso, aquilo que para mim é mais crítico, é aquela expressão de Manuel Luciano da Silva e Sílvia Jorge da Silva, quando reclamam mais sinceridade dos professores portugueses nas escolas, pura e simplesmente ensinando os princípios que tão sagazmente defendem: a portugalidade de Colombo e da Pedra de Dighton, onde toda a simbologia é portuguesa e o nome de Miguel Corte Real dá a Portugal a prioridade na colonização atlântica da América do Norte.
E que dizer do romance de autoria do jornalista e apresentador de televisão, José Rodrigues dos Santos, O Codex 632? (Ver opinião em www.aph.pt/opiniao/index.html).
Recordo-me desta disputa ter surgido pela primeira vez, pelo menos para mim com esta acutilância, com a obra do historiador Mascarenhas Barreto, no início da década de 90 do último século, ao identificar Colombo como um agente secreto ao serviço de D. João II.
É evidente que se refutam e continuam a refutar cada nova tese e aquelas que continuam fundamentadas em bases tão pouco (?) sólidas, se é que de bases se pode falar. Não faltam historiadores e especialistas a contestar todas estas obras, mas, o que é certo, é que se continua a vender. Será que é tudo mediático? O consumismo justifica tudo?

terça-feira, 17 de julho de 2007

A propósito de e-books…

Apenas esta questão: Até onde nos pode levar a técnica e a informática? Será esta capacidade transmitida ao livro? Imaginem-se numa biblioteca, num futuro muito próximo, e coloquem a questão: Como aceder a uma obra? Como seleccionar apenas as páginas que nos interessam? Basta escrever a palavra-chave, clicar … e eis-nos perante aquilo que poderia demorar infinidades de tempo! E poder transportar de imediato esse conteúdo. Utopia? Cliquem em http://link.brightcove.com/services/link/bcpid932579976/ e depois digam alguma coisa. Eu achei muito curioso e dei comigo a pensar na relação com o livro. Quanto tempo falta? O futuro é já hoje?

Pertinente e actual é o mapa de Portugal doado recentemente à Biblioteca Nacional pela Fundação Calouste Gulbenkian – «a mais antiga carta corográfica de Portugal manuscrita de que há conhecimento». Como será tratado este documento informaticamente de maneira a poder ser proporcionado a todos os estudiosos e curiosos? Com a simplicidade que as imagens deixam entrever? Vejam também em esta carta em http://www.bn.pt/coleccoes/novas-aquisicoes.html.

terça-feira, 26 de junho de 2007

PROBLEMÁTICA DOS eBOOKS

O mundo editorial vive uma problemática cada vez mais acutilante, pertinente e actual. Do monopólio absoluto do formato livro que remonta à Galáxia Gutenberg – deixemos para trás todos os suportes escritos de tempos mais antigos para nos atermos à edição livreira – até uma nova Galáxia – será ainda Marconi? – medeiam alguns séculos. Nas últimas décadas, tudo se transformou e tão rapidamente que se torna impossível acompanhar as ofertas que a tecnologia nos oferece a cada momento. No entanto, se esta velocidade da evolução tecnológica desencadeia uma problematização do que será «o nosso mundo mais imediato», não deixa de proporcionar novas potencialidades e oportunidades. Por exemplo, a democratização do acesso às TIC pode facilitar o e-Learning, não apenas institucional, mas, e é o que pretendo realçar, a curiosos de todos os lugares e idades. E os meios são espantosamente variados e numerosos. É aqui que surge, então, o desafio dos e-books. Em conversa informal e recente com um editor, coloquei-lhe directamente a questão: «Como encara o desenvolvimento dos e-books?». A resposta veio célere: «Parece-me que a complementaridade será a dominante. No entanto, penso que a nível técnico e científico o mundo digital ganhará cada vez mais terreno. Também o mundo da literatura – aqueles romances, tipo ‘descartáveis’ – serão um potencial. Mas os clássicos, aí o formato papel será preponderante.» E não discorremos nada mais sobre o assunto. Portanto, há nichos de mercado que vão desaparecer mas outros resistirão. Como? A adaptação será uma constante da vida. Convém, contudo, ter presente que há sempre o «outro lado», isto é, há vantagens e desvantagens para ambos os lados. E há sempre uma grande variedade de hipóteses que podemos estender até ao infinito… Basta ter presente, nesta linha, as potencialidades que o computador pode retirar da leitura de poemas ou outros textos literários. Basta ter presente o que expõe Manuel Portela: “As animações em computador dos textos de Melo e Castro são tão espectaculares que se pode dizer que esses textos parecem ter estado à espera dos media electrónicos”. Os textos concretos sofrem transformações com a sua computorização permitindo um manancial de abordagens sempre novas e ricas. Para além de se poderem fazer associações de vária ordem, cativando o leitor e/ou o estudante. Por exemplo, e se o aluno descarregar um livro para o seu MP3 e se decidir por este método de estudo? Acaso será negativo? O aluno pode estar a ouvir nos intervalos, nas deslocações,… Ficará resolvida a sua função de aluno? Claro que não. Há outras vertentes mas esta não será também de descurar. Até porque o autodidactismo não resolve tudo e não é uniforme nem em pessoas nem em áreas científicas ou técnicas. Mas poderá juntar-lhe ainda a imagem animada, o som próprio … e os seus sentidos despertam mais intensamente para o processo de aprendizagem. Agora que estamos perante um explosão de meios, de percursos e de desafios…
Onde me parece pertinente a utilização dos e-books, sobretudo neste momento, é o relativo a consultas de enciclopédias e aquele que exige o contacto com documentos muito delicados! Parece-me ser de rejeitar o contacto directo com determinados documentos cuja utilização podia agravar a sua deterioração e utilizar o fac-simile (é também o livro tipográfico) ou a sua reprodução digital. Em matéria de Enciclopédia, ganha-se tempo e é mais fácil aceder a conteúdos inter-relacionados, sem contudo cair num hipotético mundo labiríntico. Também o acesso rápido e fácil é uma função interessante. Mas há prazeres que vão custar a ser superados pelo computador… manuscrever no próprio texto, sentir o virar da página! Alivia quem transporta os livros – veja-se o caso das crianças que se vergam ao peso de mochilas desproporcionadas – e faz ganhar espaço em bibliotecas públicas e privadas. E o livro tem um fim anunciado? Há quem diga que sim, mas também muitas profecias não se t~em concretizado. Até quando?
Umberto Eco, que defende a complementaridade do formato papel e do digital, pensa que as novas tecnologias não devem ser encaradas de maneira simplista a ponto de nos vergarmos ao moderno e «é tudo novo». Para Eco, se os e-books são um paradigma da actualidade, também se devem às TIC a produção de inúmeros materiais impressos que depois são difundidos de maneira prática e rápida e tornados também mais dimensionados e até inter-activos. São exemplo desta característica, as acusações de plágio que aqui e ali vão surgindo, a capacidade que se dá aos leitores para escolher o «happy end» ou o seu invés relativamente a uma estória. É a nossa liberdade e criatividade que se estimulam, o que se tornará extremamente importante à medida que o tempo passa! E convém ter presente que o próprio livro terá sido encarado de maneira semelhante em Quatrocentos. É o fim do magister dixit que a pedagogia há muito abandonou? Não deixa de ser interessante rematar com este pensamento do próprio Eco: “Todos estes textos fisicamente movíveis dão-nos a ilusão, como leitores, de uma liberdade absoluta, mas é apenas uma ilusão. A máquina que nos permite construir um texto infinito com um número limitado de letras já existe há muito tempo: é o alfabeto.”

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Tratado de Tordesilhas

O Tratado de Tordesilhas é um dos documentos escritos que ganha com a sua apresentação on-line. Sem sombra de dúvidas, que é impossível possibilitar a todos os estudiosos (e curiosos) um contacto directo com este documento que a UNESCO acaba de inscrever na Memória do Mundo. Portanto, através de um fac-simile, é possível facultar a todos o acesso em óptimas condições de utilização.
A primeira carta geográfica onde aparece o semimeridiano de Tordesilhas, traçado de acordo com o Tratado de Tordesilhas, é o Planisfério de Cantino.
Como curiosidade, aqui deixo registado o texto informativo da inscrição do Tratado de Tordesilhas na MEMÓRIA DO MUNDO.