quarta-feira, 23 de abril de 2008
José Rodrigues Miguéis
Hoje, Dia do Livro, tinha de assinalar a data com um pequeno comentário sobre um "livro". De um fôlego, e muito pequeno, diga-se, li o n.º 10 dos Cadernos Biográficos do "Público", precisamente intitulado JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS. Nunca lera qualquer obra sua e apesar do seu nome não me ser totalmente desconhecido, apenas me recordo de ver recomendada a leitura de um seu livro sobre a Grande Depressão dos Anos 30. Pela leitura deste Caderno compreendi a razão dessa proposta, afinal alguém que sentiu na carne a dor da emigração. E despertei para a necessidade de conhecer também a sua obra literária.
quarta-feira, 26 de março de 2008
Dia do Livro Infantil
Regresso a "ESTEIROS"
Hoje, como por acaso, vi algures que era o Dia do Livro Infantil. Não que acredite naquilo que um dia ouvi de uma amigo – os dias especiais são um passo para travar a sua decadência e desaparecimento –, pois jamais o livro infantil deixará de ser produto de primeira necessidade. Mas este dia faz-me lembrar a minha infância e um livro que li na juventude. Não se trata de um livro infantil, portanto, mas é um livro especial porque foi o livro mais lido por aquela turma do 6.º B de uma escola no Norte alentejano. Gineto, Gaitinhas… podiam ser alguns de nós. Revimo-nos em muitas atitudes daquelas crianças que nunca foram crianças. Trata-se de “Esteiros” e de Soeiro Pereira Gomes. Li muitos livros como criança – as aventuras dos 7 ou dos 5 foram “devoradas” – mas livros de contos ou pequenos livros, estes mais para crianças, penso, foram lidos para estar dentro das estórias já numa situação profissional. E destes pequenos livros guardo alguns que foram oferecidos pelos alunos da sua «biblioteca de turma».
terça-feira, 25 de março de 2008
Curiosidade sobre o III Reich
Apenas uma curiosidade encontrada nas páginas do PÚBLICO, já em 2007, mas que acho dever partilhar. Valerá a pena?
Com o devido respeito, ei-la:
O esoterismo do III Reich
(PÚBLICO) 20.04.2007 - António Marujo
Com o devido respeito, ei-la:
O esoterismo do III Reich
(PÚBLICO) 20.04.2007 - António Marujo
Ficção de Emilio Calderón parte da história verídica de refugiados catalães que vendiam livros raros
Foi preciso haver a II Guerra Mundial para que tudo ficasse na mesma. Tal como em O Leopardo, de Tomasi di Lampedusa. Na ficção O Mapa do Criador, do espanhol Emílio Calderón, um grupo de refugiados catalães na Academia de Espanha em Roma vende livros raros para poder sobreviver – facto histórico que serve de saída para a história. Há um padre que trabalha no Vaticano, um príncipe italiano que lhe quer roubar os segredos para os nazis, um Himmler esotérico que procura cidades desaparecidas e um mapa que assinala os pontos da energia divina no mundo. E há um triângulo amoroso a colar tudo. O autor, que esteve na semana passada em Lisboa, define o livro como um thriller político. Mas O Mapa do Criador é também uma novela que tem a cidade de Roma como protagonista. "Enamorei-me da história da Academia e da vista impressionante que dali temos", diz Emílio Calderón. Consequência: "Vários leitores estão utilizando o livro como guia de Roma, para visitar sítios menos conhecidos."
Com O Mapa do Criador fica-se a saber que Heinrich Himmler e outros líderes nazis tinham uma obsessão esotérica. Himmler foi mesmo a Montserrat, perto de Barcelona, à procura do mapa que teria sido criado por Deus, do Graal e de duas cidades perdidas - Shamballa e Agartha - que se localizariam no interior da Terra. "Os nazis usaram o esoterismo para justificar a teoria do espaço vital", explica Calderón.
O autor admite que a narrativa tem uma primeira parte que tem mais a ver com os costumes, a segunda é dominada pela intriga histórica. O episódio da venda dos livros da Academia é abandonado em favor da trama de espionagem. É neste âmbito que surge a história entre os dois protagonistas, José Maria e Montse, completada com o príncipe Junio Vivarini. A busca do mapa é o pretexto que pretende ajudar a "chegar mais ao coração do III Reich", justifica Calderón.
O papel do Vaticano é posto em causa, alinhando nas teses que fazem de Pio XII um "títere dos nazis", que não fala contra o Holocausto – ideia cada vez mais posta em causa. "Há historiadores israelitas que reconhecem o papel do Papa na ajuda aos judeus - falo disso no livro -, mas o Vaticano também serviu de porta para a fuga de nazis.
"No final, o príncipe, José Maria e Montse (não) mudam, os nazis fogem, a cidade regressa. Foi preciso a guerra para que a vida continuasse.
segunda-feira, 17 de março de 2008
Amadeo de Souza-Cardoso
Talvez o maior pintor português!
Sobretudo para o público estudantil, mas também para o grande público, um pequeno livro do »PÚBLICO». Está lá o fundamental. Assim, quem quiser ter uma ideia muito interessante sobre Amadeo pode ler este pequeno livro (Paulo Marques - Cadernos Biográficos - 2). Pode complementar esse conhecimento com uma visita ao museu de Amarante. Garanto-lhe que vale a pena! O livro é oferta do PÙBLICO ao domingo e foi publicado em 9 de Março.
domingo, 30 de dezembro de 2007
Natal
Esta é uma quadra que não deixa ninguém indiferente, ainda que o Natal comercial vá ganhando cada vez mais adeptos. Aquele sentimento de paz e solidariedade vai-se tornando mais longínquo. Apesar de tudo, vale a pena!
Por quê este regresso? Apenas uma passagem pelo SAPO e clico em SAPO Natal. Ouvi então deliciado, mais uma vez, o belo conto de Eça de Queirós, «Suave Milagre». Devo ter lido este conto, quando constava num dos livros de Português do meu 3.º ou 4.º ano, dezenas de vezes. Tempo livre e Suave Milagre. Já lá vão tantos anos! Anos mais tarde, quando comprei os Contos, lá aparecia em útimo lugar - mas para mim o primeiríssimo - esse conto que tanto me deliciou e ainda continua a deliciar. Reli-o uma vez mais com o mesmo encanto. Aqui deixo o meu testemunho, até porque, desculpem a minha sinceridade e pequenez, nunca o associara ao Natal.
Por quê este regresso? Apenas uma passagem pelo SAPO e clico em SAPO Natal. Ouvi então deliciado, mais uma vez, o belo conto de Eça de Queirós, «Suave Milagre». Devo ter lido este conto, quando constava num dos livros de Português do meu 3.º ou 4.º ano, dezenas de vezes. Tempo livre e Suave Milagre. Já lá vão tantos anos! Anos mais tarde, quando comprei os Contos, lá aparecia em útimo lugar - mas para mim o primeiríssimo - esse conto que tanto me deliciou e ainda continua a deliciar. Reli-o uma vez mais com o mesmo encanto. Aqui deixo o meu testemunho, até porque, desculpem a minha sinceridade e pequenez, nunca o associara ao Natal.
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
QUEM É (ERA) CRISTÓVÃO COLOMBO?
Recentemente li a obra de Manuel Luciano da Silva e Sílvia Jorge da Silva, Cristóvão Cólon [Colombo] era Português, da QuidNoviHistória (2.ª ed.), 2006. Há muito que vejo o nome de Cristóvão Colombo associado a enigmas e nos escaparates vão surgindo os mais diversos
títulos que abordam a figura deste navegador. Creio que o último que vi se chamava “Cristóvão Colombo, o Último Templário”. E mais recentemente li, em nota de rodapé no telejornal, que o filme do cineasta português Manoel de Oliveira, Cristóvão Colombo, O Enigma tinha recebido o prémio Bisato D’Oro no 64.º Festival de Veneza. O filme é baseado exactamente na obra dos primeiros autores citados (Ver www.rtp.pt/index.php?article=297397&visual=16&rss=0). Perante tanto título e tanta insistência no enigma, as dúvidas (?) são cada vez mais, ou, pelo menos, a pequena dúvida permanece. Em História, nada é definitivo, diz-se muitas vezes. Por isso, aquilo que para mim é mais crítico, é aquela expressão de Manuel Luciano da Silva e Sílvia Jorge da Silva, quando reclamam mais sinceridade dos professores portugueses nas escolas, pura e simplesmente ensinando os princípios que tão sagazmente defendem: a portugalidade de Colombo e da Pedra de Dighton, onde toda a simbologia é portuguesa e o nome de Miguel Corte Real dá a Portugal a prioridade na colonização atlântica da América do Norte.
E que dizer do romance de autoria do jornalista e apresentador de televisão, José Rodrigues dos Santos, O Codex 632? (Ver opinião em www.aph.pt/opiniao/index.html).
Recordo-me desta disputa ter surgido pela primeira vez, pelo menos para mim com esta acutilância, com a obra do historiador Mascarenhas Barreto, no início da década de 90 do último século, ao identificar Colombo como um agente secreto ao serviço de D. João II.
É evidente que se refutam e continuam a refutar cada nova tese e aquelas que continuam fundamentadas em bases tão pouco (?) sólidas, se é que de bases se pode falar. Não faltam historiadores e especialistas a contestar todas estas obras, mas, o que é certo, é que se continua a vender. Será que é tudo mediático? O consumismo justifica tudo?
títulos que abordam a figura deste navegador. Creio que o último que vi se chamava “Cristóvão Colombo, o Último Templário”. E mais recentemente li, em nota de rodapé no telejornal, que o filme do cineasta português Manoel de Oliveira, Cristóvão Colombo, O Enigma tinha recebido o prémio Bisato D’Oro no 64.º Festival de Veneza. O filme é baseado exactamente na obra dos primeiros autores citados (Ver www.rtp.pt/index.php?article=297397&visual=16&rss=0). Perante tanto título e tanta insistência no enigma, as dúvidas (?) são cada vez mais, ou, pelo menos, a pequena dúvida permanece. Em História, nada é definitivo, diz-se muitas vezes. Por isso, aquilo que para mim é mais crítico, é aquela expressão de Manuel Luciano da Silva e Sílvia Jorge da Silva, quando reclamam mais sinceridade dos professores portugueses nas escolas, pura e simplesmente ensinando os princípios que tão sagazmente defendem: a portugalidade de Colombo e da Pedra de Dighton, onde toda a simbologia é portuguesa e o nome de Miguel Corte Real dá a Portugal a prioridade na colonização atlântica da América do Norte.E que dizer do romance de autoria do jornalista e apresentador de televisão, José Rodrigues dos Santos, O Codex 632? (Ver opinião em www.aph.pt/opiniao/index.html).
Recordo-me desta disputa ter surgido pela primeira vez, pelo menos para mim com esta acutilância, com a obra do historiador Mascarenhas Barreto, no início da década de 90 do último século, ao identificar Colombo como um agente secreto ao serviço de D. João II.
É evidente que se refutam e continuam a refutar cada nova tese e aquelas que continuam fundamentadas em bases tão pouco (?) sólidas, se é que de bases se pode falar. Não faltam historiadores e especialistas a contestar todas estas obras, mas, o que é certo, é que se continua a vender. Será que é tudo mediático? O consumismo justifica tudo?
terça-feira, 17 de julho de 2007
A propósito de e-books…
Apenas esta questão: Até onde nos pode levar a técnica e a informática? Será esta capacidade transmitida ao livro? Imaginem-se numa biblioteca, num futuro muito próximo, e coloquem a questão: Como aceder a uma obra? Como seleccionar apenas as páginas que nos interessam? Basta escrever a palavra-chave, clicar … e eis-nos perante aquilo que poderia demorar infinidades de tempo! E poder transportar de imediato esse conteúdo. Utopia? Cliquem em http://link.brightcove.com/services/link/bcpid932579976/ e depois digam alguma coisa. Eu achei muito curioso e dei comigo a pensar na relação com o livro. Quanto tempo falta? O futuro é já hoje?
Pertinente e actual é o mapa de Portugal doado recentemente à Biblioteca Nacional pela Fundação Calouste Gulbenkian – «a mais antiga carta corográfica de Portugal manuscrita de que há conhecimento». Como será tratado este documento informaticamente de maneira a poder ser proporcionado a todos os estudiosos e curiosos? Com a simplicidade que as imagens deixam entrever? Vejam também em esta carta em http://www.bn.pt/coleccoes/novas-aquisicoes.html.
Pertinente e actual é o mapa de Portugal doado recentemente à Biblioteca Nacional pela Fundação Calouste Gulbenkian – «a mais antiga carta corográfica de Portugal manuscrita de que há conhecimento». Como será tratado este documento informaticamente de maneira a poder ser proporcionado a todos os estudiosos e curiosos? Com a simplicidade que as imagens deixam entrever? Vejam também em esta carta em http://www.bn.pt/coleccoes/novas-aquisicoes.html.
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